Sucinta Crítica - Melhor visualizado no Internet Explorer

Assinar
Postagens [Atom]

 

sábado, 17 de setembro de 2011

Michael Jackson - This Is It

0000000000000000000000000000000000000000000000000000000Divulgação
Perfeccionista, Michael faz questão de participar de todo o processo de produção

Lançado em 2009 nos EUA, Michael Jackson - This Is It é, salvo engano, o primeiro produto a explorar a morte do Rei do Pop. Dirigido por Kenny Ortega, o documentário traz parte dos ensaios daquela que seria - e, em razão das circustâncias, foi - a última turnê mundial, o ato final do artista.

Neste registro, reafirma-se todo o talento de Michael, dançarino memorável - como Fred Astaire e Gene Kelly -, artista generoso com os profissionais que o cercavam e com inquestionável dom musical. A novidade do material, no entanto, fica por conta da luz que lança sobre o lado produtor de Michael.

Em This Is It, MJ faz questão de deixar tudo à sua maneira. Por vezes, interrompe o ensaio para corrigir, elegantemente, seus músicos e dançarinos, à procura da perfeição. Embora sua cortina tenha se fechado precocemente - em junho de 2009 -, Michael Jackson usou e abusou de seu dom em prol da humanidade, como conta e canta em canções como Heal The World e Man In The Mirror, a qual, não por acaso, encerra o documentário.

Marcadores: , , , , ,

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Moon


Moon (2009), dirigido por Duncan Jones (filho do roqueiro David Bowie) além de ser um grande filme de ficção científica, contempla o gênero drama muito bem. Entre inúmeros aspectos positivos sobre essa película, acho justo começar pelo pôster notável (que pode ser visualizado em maior tamanho ao clicar na imagem). A história poderia cair nos clichês manjados da ficção, como invasões alienígenas, computadores revoltados, mas Moon vai muito além. Aqui a preocupação gira em torno do personagem Sam Bell (interpretado por Sam Rockwell), astronauta em missão contratado pela indústria Lunar, encarregado de supervisionar extração de hélio na lua para fornecimento de energia ao planeta Terra. Este é apenas o pano de fundo de uma história muito mais profunda que se desenrola ao sabermos que Sam está afastado de sua filha e esposa há quase três anos. Sua única companhia é o robô Gerty (dublado por Kevin Spacey) que nos lembra - inevitavelmente em um primeiro momento - o famoso Hal 9000, o vilão de 2001: Uma Odisséia no Espaço. Inevitável a comparação, mas logo conseguimos distinguir nitidamente as diferenças entre os robôs. Enquanto Hal 9000 é malvado, Gerty é atencioso e quase carinhoso.

Devido ao isolamento extremo, Sam sofre de uma crise existencial que será agravada por outros elementos da trama que eu devo manter em segredo para os que ainda não tiveram a oportunidade de assistir. Vale lembrar que além da história ser atraente, a atuação de Sam Rockweel é digna de estatueta e já vale o filme. Embora seja ficção científica, o público é envolvido pelo filme devido ao seu caráter dramático ao retratar as angústias humanas como a solidão, melancolia, perda e isolamento, sentimentos que todos nós tememos. Outro ponto positivo para a obra do iniciante Duncan Jones é a fotografia realista feita por Gary Shaw e trilha sonora executada pelo genial Clint Mansell, respeitável por Requiem Para um Sonho (2000), O Lutador (2008) e o aguardado Cisne Negro (2010).

Marcadores: , , , , ,

sábado, 23 de outubro de 2010

Os Famosos e Os Duendes da Morte

Os famosos e os duendes da morte (de Esmir Filho, 2009) como já disseram em alguns blogs de crítica é um filme sobre essa juventude "colorida" ou EMO. Mesmo depois de ler algumas coisas deste gênero acerca do longa, não me limitei e resolvi assistir. O interesse inicial surgiu justamente pelo seu título um tanto quanto intrigante. Depois soube que era filme brasileiro, o que me deixou ainda mais curiosa. Que bom! O filme pode se tratar sim de uma juventude que muita gente não tem saco pra ouvir, mas vai além disso também. Não podemos ignorar o cuidado que o diretor teve na construção do filme, que mescla cenas de câmera profissional com câmera amadora e até páginas famosas como o próprio blogspot, youtube e flickr. Através desses detalhes ele vai construindo uma linguagem que essa geração se identifica. E talvez consiga de fato relatar um pedacinho do que eles sentem ou gostariam de dizer. Há segurança nas escolhas dos planos e a fotografia é belíssima.

O protagonista se intitula como Mr. Tambourine Man, música de Bob Dylan, artista do qual ele é fã e que embala a trilha sonora do longa. Isolado em uma cidade do Rio Grande do Sul, o 'guri' usa a internet como meio de conhecer o mundo. Parece que a cidade está pequena demais para ele e sua fixação por uma personagem feminina que aparece em alguns momentos.

Talvez este seja um filme para poucos, devido aos rótulos que vem recebendo e sua estética 'alternativa'. Para quem gosta de uma coisa mais experimental, acredito que seja uma boa pedida. É sensível e bonito de ver.

Marcadores: , , ,

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mary e Max

Max e Mary alimentam uma relação imaculada ao longo da trama

De maneira louvável, em Mary e Max (Mary and Max, no original), o diretor Adam Elliot resgata duma só vez a animação produzida em massinha e relembra o (bom e velho) hábito da troca de correspondências por meio de cartas - algo quase inimaginável no atual cenário, infelizmente.

Ambientado na década de 80 e baseado em uma história real, o lúdico longa de Elliot conta - através de um narrador onisciente - a despretensiosa amizade entre uma australiana de oito anos e um nova-iorquino de 44. A animação aposta em contrastes e nuances para alcançar plenamente seu objetivo.

Marcadores: , , , ,

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mãos talentosas - A história de Ben Carson

Interpretando Ben Carson, Cuba Gooding Jr. emplaca outra grande atuação

Sempre excelente, Cuba Gooding Jr. é, em Mãos talentosas - A história de Ben Carson (Gifted Hands, no original), Benjamin Carson, um renomado neurocirurgião - precursor da hemisferectomia (remoção cirúrgica da metade afetada do cérebro) -, que, através da educação, contrariou o "senso comum" e tornou-se um dos mais importantes neurocirurgiões do mundo.

Dirigido por Thomas Carter e escrito por John Pielmeier, este registro biográfico passa, ao longe, da pieguice e apega-se à realidade do registrado. Tendo crescido em meio à pobreza - social e intelectual -, Ben não demonstrava grandes perspectivas. Atenta, sua mãe Sonya (Kimberly Elise) incentivou Ben para que explorasse toda a sua capacidade em prol do seu dom.

Ao final do filme, fica a sensação de poucas (ou nenhuma) lágrimas. O que, vale ressaltar, em nada diminui a obra, a qual ensina - e muito!

Marcadores: , , , ,

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Orfã


Vera Farmiga (segundo plano) tem atuação destacada na obra de Collet

De Jaume Collet-Serra, o suspense A Órfã (Orphan, no original) tropeça em clichês do gênero - os quais, pela reincidência me fazem crer serem inevitáveis -, mas termina com o saldo positivo. Seu roteiro bem amarrado atrelado à uma dinâmica que tensiona o espectador - além de destacada atuação da bela Vera Farmiga como Kate - contam a favor deste longa que revela ainda (e, invariavelmente, fomenta), aos mais atentos, uma antiga relação de animosidade internacional.

*John (Peter Sarsgaard) e Kate (Vera Farmiga) passam por uma tragédia familiar. A perda de um de seus filhos faz com que, embora ainda tenham outros dois - Daniel (Jimmy Bennett) e Joyce (Lorry Ayers) -, resolvam procurar ajuda de um orfanato a fim de adotar mais uma criança. Mesmo depois de alertados das dificuldades de se adotar crianças já crescidas, a aparente maturidade e carisma de Esther (Isabelle Fuhrman) os conquista prontamente. A menina, no entanto, mostra-se maléfica, levando toda a família à loucura.


* Sinopse extraída do portal CinePop

Marcadores: , , , ,

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Avatar



Por eu ter uma simpatia por personagens azuis e por ser o novo filme de James Cameron (Titanic, 1997), Avatar não poderia deixar de ser visto por mim. Com tecnologia de ponta, nos deparamos com belos efeitos de encher os olhos d'água e uma história simples.


Jake Sully (Sam Worthington) é um soldado paraplégico selecionado para fazer parte de um programa de colonização de Pandora – um planeta onde moram os nativos Na’vi. Como a atmosfera do lugar é hostil aos seres humanos, são criados avatares para se infiltrar entre os nativos e, assim, dar início à retirada de um minério que os terráqueos querem usar como fonte de energia.

O filme mescla realidade com ficção tão bem que você por um momento (ou vários) realmente acredita que é possível existir seres azuis de 3 metros. Quando vemos os atores em seu formato de Avatar (azul e gigante), conseguimos distinguir perfeitamente de quem se trata pelos traços similares, além da atuação e expressões corporais serem fiéis. Isto tudo é possível graças ao sistema de motion capture. Este sistema captura os movimentos do ator que usa uma roupa com sensores. Com isto, os personagens digitais conseguem reproduzir o movimento exato referente a realidade. (esta tecnologia foi usada em filmes como O Expresso Polar e O Senhor dos Anéis).

Outra coisa fantástica de Avatar é a criação de Pandora. Os Na'vi tem um mundo próprio com plantas, animais, comportamentos, rituais e idioma. Com este mundo fictício o diretor consegue deixar os espectadores extasiados com a fotografia maravilhosa. As cores são vivas e fluorescentes, contrastando perfeitamente com os seres azuis.

Quanto à história vale ressaltar que além do romance há outras coisas para se observar. James Cameron nos alerta sobre como somos gananciosos e não nos importamos em destruir seja quem e o que for para nosso interesse. Uma frase que gostei muito do filme é quando um dos Na'vi se refere aos humanos: “Eles destruíram sua própria mãe..." (referindo-se a mãe natureza)


Espero que as pessoas tenham um pouco de consciência e não permitam que a natureza seja completamente destruída como aconteceu no filme. Espero que a ficção continue sendo ficção daqui a alguns anos.

Marcadores: , , , ,

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Desembarque obrigatório


Concordo plenamente com Ricardo Calil quando diz: "Overdose de filmes nacionais é problema, não solução". No entanto, nem o mais sóbrio dos cenários resistiria a Embarque Imediato, de Allan Fiterman. A (dita) comédia lembra o pior (tem melhor?) da comédia americana, repleto de piadas pueris e batidas além de situações ridículas - como é possível imaginar ao reparar a imagem responsável pela ilustração deste post.

Muito embora toque em questões pertinentes, como o "destino" de nossas vidas e o fascínio de boa parte dos brasileiros em ir - muitas vezes sem saber o por quê - aos Estados Unidos da América, o que se vê não agrada. É claro que este encantamento se explica à luz da "dominação" - aculturação - cultural americana (através de filmes, livros - menos -, músicas e até mesmo os heróis) a que somos submetidos, desde sempre. Querem, sabe-se lá por que, ir à Disney, Nova York. A Europa, por exemplo, não tem tanto prestígio por aqui - se comparado aos EUA, claro.

O ponto alto do filme, como não podia de ser, é a interpretação sempre natural, fácil e à vontade da formidável Marília Pêra, aliada ao talentoso Jonathan Haagensen -oriundo da companhia teatral Nós no Morro. José Wilker, embora ótimo, parece se repetir a cada filme.

Ao embarcar neste vôo de 90 minutos, a impressão que se tem é a de não haver, em momento nenhum, a decolagem. Infelizmente, este aeroporto não admite reembolso.

Marcadores: , , , , , ,

domingo, 6 de dezembro de 2009

Do Começo ao Fim


Homossexualismo e incesto. Tudo que o diretor Aluizio Abranches, precisava para criar polêmica no seu terceiro longa metragem. Do Começo ao Fim, não é só isso. É sobre amor, “que para ser entendido é preciso que o mundo vire do avesso”. O filme é muito sensível e conta a história de dois irmãos que criam um laço muito peculiar entre eles. Filhos de pais diferentes, Thomas e Francisco crescem e se tornam um casal. Depois de adultos e órfãos de mãe, Thomas recebe um convite para nadar na Rússia, mas com isso ele terá que deixar seu irmão-namorado no Brasil.

Um tema incomum no cinema brasileiro que merecia ser um grande sucesso. Eu particularmente estava ansiosa pela estreia e fui correndo assistir. O longa tinha tudo pra dar certo: uma história maravilhosa, bons atores, duas cidades de pano de fundo fantásticas (Rio de Janeiro e Buenos Aires), mas não deu.


Pra começar a montagem é composta de fades, um atrás do outro. Com isso, o filme ficou dividido em blocos, como se fossem capítulos perdendo assim sua continuidade, detestei. Algumas cenas ficaram perdidas e fora de contexto, mesmo sendo necessárias para dizer algo. Como por exemplo, quando ainda crianças, o pai de Thomas briga com ele e Francisco o defende, dizendo que cuidará dele para sempre. Esta cena marca uma nova fase, como se estivesse assumido ali o relacionamento dos dois. Mas ela é colocada de uma forma que parece não significar quase nada dentro do filme, fica perdida entre outros cortes aleatórios. Outro aspecto que me incomodou, foi o de não ter sido explicitado nenhum tipo de discussão sobre a sexualidade ou sobre o rumo do relacionamento dos dois. Temos uns questionamentos da mãe, umas três vezes e depois existe a omissão dos pais em relação aos dois. Acredito que o diretor exagerou na história de amor sem mostrar como foi que ela se deu. Achei os diálogos fracos. A música que embala o filme é irritante e parecia estar ali para apelar por uma emoção que não existia. Não colou. E mesmo com todo o meu apoio ao tema, aos atores, aos personagens e a história, fiquei decepcionada com o resultado final da produção. Uma pena.

Marcadores: , ,

domingo, 29 de novembro de 2009

Lua Nova

Pois é! Eu paguei pra ver esse filme. Sou daquele tipo de cinéfila quase sem preconceito e para falar sobre alguma coisa temos que conhecê-la (mesmo tendo aquele sentimento profundo de que pode ser uma merda), então aqui estou. Pra quem não sabe, Lua nova é a continuação da saga vampiresca iniciada em Crepúsculo (2008), se tornando a mais nova febre entre o público (juro que não sei a faixa de idade que colocarei aqui, pois já vi criança, adolescente, adultos e idosos fãs), desde Harry Potter. A série tem 4 livros, sendo que dois deles já viraram filme.

Em Lua Nova encontramos a protagonista Bella (Kristen
Stewart) ansiosa para completar seus 18 anos e ser dona do seu próprio nariz. Edward (Robert Pattinson) o vampiro-namorado que até então está absolutamente apaixonado, resolve se afastar e sumir da vida da moça, que consequentemente entra numa depressão tenebrosa. A menina passa o filme inteiro sofrendo e tentando se destruir, pois não aguenta a dor de estar longe do amado. Paralelamente, temos os "inimigos" dos vampiros, os lobos, se aproximando de Bella e sendo seu único consolo para tanta solidão. Eu poderia dizer que este é o único acontecimento do filme, porque ele não tem absolutamente mais nada pra mostrar. Para agravar minha irritação, Bella é retardada e demora muito tempo pra descobrir que seu amigo Jacob (moreno, alto, bonito e sensual) é um lobo. No fim (tão esperado) do longa, a protagonista perturba seu namorado até não poder mais, tentando convencê-lo de transformá-la em vampira também. Mas isso fica para um próximo filme.

Depois de assistí-lo, compreendi melhor o motivo das pessoas serem tão apaixonadas pela saga. Ela trás à tona toda aquela fase depressiva da vida dos adolescentes que sofrem por amor e acham que o fim do mundo está próximo por causa disso. Uma pena é o exemplo de que se destruir ou se matar irá resolver todos os problemas. Me preocupa saber que muitos jovens (ou nem tão jovens assim), podem seguí-lo na vida real.

A trilha sonora, por incrível que pareça é boa e conta com o brilhantismo de Thom Yorke, Muse e The Killers. Outra coisa aproveitável, é uma cena com um efeito à lá "bullet time", popularizado em Matrix, que dá um glamour na estética do filme. Fora isso, não há mais nada para ser dito. Se ainda persistir a curiosidade de assistí-lo, só digo uma coisa: Boa sorte.

Marcadores: , , , , , , ,

sábado, 28 de novembro de 2009

500 dias com ela

00000000000000000000000000000000000000000000000000000000Divulgação

Finalmente assisti, em meio à balbúrdia juvenil – ainda que a sala estivesse vazia –, a 500 dias com ela ((500) Days of Summer, 2009), o longa de estréia do diretor Marc Webb. Este é, sem dúvida, o relato mais fiel do ciclo amoroso já presenciado por mim. O diretor toca em questões importantes dentro de uma relação.

Webb opta por um humor refinado, à medida que prioriza o textual (em claro detrimento do gestual, comumente explorado nos besteiróis americanos do gênero) para fazer graça – embora esta seja uma fórmula arriscada e, talvez, menos eficaz, dada a mínima exigência de recepção do público. É uma louvável fuga ao lugar-comum. Aqui está, portanto, um filme de comédia com conteúdo. Acreditem.

Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) é um jovem à procura de seu verdadeiro amor. A assistente de seu chefe, a exuberantemente linda Summer Fin (Zooey Deschanel) parece sê-lo. No entanto, Tom vive agruras para chegar à quista estabilidade.

Devo destacar uma passagem genial da trama, quando a tela é dividida em: expectativas x realidade – do protagonista, Tom, em relação a um momento pelo qual passará com Summer. Bela (e real) sacada do diretor, que me remete a uma citação igualmente formidável: “A idealização está sempre condenada a produzir frustração e desencanto”.

Marcadores: , ,

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A novidade da estação - "Besouro"

A temática enfim e, por incrível que pareça, mudou. Só por isso já mereceria todo júbilo. Besouro é decerto diferente de tudo já visto por aqui - atentem: digo isso no ápice da minha ignorância cinematográfica (leia-se ínfimo repertório), admito. Portanto, se porventura eu estiver falando alguma sandice, me corrijam.

Nosso país tem uma história abundante. É entristecedor constatar, portanto, que nos limitemos a explorá-lo sob a ótica do maniqueísmo, da apelação sexual e, vez ou outra, de um longa cabeça.

Conquanto explorada a esmo em telenovelas, a escravidão na grande tela creio não ter sido tratada. Bem como o candomblé e menos ainda a belíssima história da capoeira - a genuína arte afro-brasileira. E é notável que esta o diretor estreante João Daniel Tikhomiroff tratou com propriedade.

Besouro é ousado - arrisca-se através de efeitos especiais nunca vistos em terras tupiniquins. Ainda que alguns deles primários, é verdade. Como os vôos do protagonista. Dada a esta condição de primariedade, teria sido mais interessante 'cortar as asas' do personagem. As lutas, por exemplo, são mais eficazes, verossímeis e bem-feitas. Tudo dirigido por Huen Chiu Ku, o mesmo coreógrafo de Kill Bill e O
Tigre e o Dragão.

Atuação destacada tem Irandhir Santos (Viajo porque preciso, volto porque te amo), ator pernambucano, na pele do vilão Noca. Soberbo. Fascinante. Fantástico. A canção-tema é assinada pelo não menos incrível Gilberto Gil. A fotografia também merece menção. Preserva todas as belezas atordoantes das regiões baianas. Pano de fundo imprescindível.

Dado o primeiro audacioso passo para o 'novo', a indústria cinematográfica nacional parece querer despontar. Para tanto, basta que o povo - razão maior para a produção - compre esta briga. Desola notar a irrisória presença de público em filmes nacionais - é bem verdade que sempre opto por horários alternativos para a apreciação, mas, ainda assim, até então não li nada significativo no que diz respeito à arrecadação da obra do publicitário Tikhomiroff. A grande produção Lula, O Filho do Brasil vem aí e espera-se contar com a força deste povo que concede a este presidente a maior popularidade entre os presidentes, desde a redemocratização, segundo apontou outrora uma pesquisa da Folha de S. Paulo.

Paro por aqui, afinal este blog pretende-se algum laconismo. O que não foi alcançado. Não desta vez.

Marcadores: , ,

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios



Mais uma vez venho por meio deste deixar meu comentário sobre o trabalho do grandioso Quentin Tarantino. De volta às telas do cinema com Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds*) , este diretor brilhante prova todo seu domínio sobre a sétima arte, deixando para nós vestígios que remetem a grandes obras clássicas e movimentos estéticos cinematográficos.

Ambientada na França ocupada pelos nazistas, a história é composta por duas tramas paralelas, que se cruzam. Shosanna (Mélanie Laurent) que testemunha a execução de sua família na mão do coronel Hans Landa e foge para Paris, passa a viver com outra identidade sendo proprietária de um cinema. Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) orgazina um grupo de soldados judeus americanos para colocar em prática uma vingança contra os nazistas.

Tarantino é a mistura de tudo que há de melhor na história do cinema - de Western à Filmes B - fazendo seu trabalho ser primoroso. Assisti Bastardos com a impressão de que me lembrava alguma coisa. E realmente lembrava. A trilha sonora à la Kill Bill, com um toque de faroeste e assovios, diálogos extensos que neste caso especialmente não tem cultura pop como assunto - por ser de época, deixa mais uma lembrança de seu estilo. Não contente, em um momento da película nos deparamos com David Bowie estourando nos nossos ouvidos. Isto ninguém imaginaria em um filme de guerra. Temos ainda a tensão dos personagens, marcadas por closes nos olhos, típico de outros filmes do cineasta.

Brad Pitt, mesmo sendo astro super estimado de hollywood, está fabuloso no papel, arrancando gargalhadas de quem o assiste e causando uma leve nostalgia de seu personagem em Snatch – Porcos e Diamantes. O vilão Hans Landa (Christoph Waltz) é o grande destaque, roubando a atenção quando está em cena. Momento de êxtase é o encontro dos dois supracitados. É simplesmente incrível. Também vale lembrar da atriz Mélanie Laurent (que interpreta Shosanna), que além de ser incrivelmente bonita, nos traz sua presença blasé da nouvelle vague. Arrebentando nos efeitos especiais banhados de sangue – pra variar , figurinos impecáveis e um desfecho inesperado para o conflito da segunda guerra, não temos dúvidas do porque este filme está arrecadando milhões pelo mundo todo, se tornando a melhor estreia do cineasta até o momento.

Obs.: Os posters dessa obra são lindíssimos, fiquei horas para escolher qual seria a ilustração da postagem. Escolhi este e não foi por acaso, mas porque me recorda os posters de "filmes B" que Tarantino é fã. Bastardos Inglórios me remeteu a este aqui.

*Basterds foi escrito com "e" propositalmente. A palavra correta seria com "a".

Marcadores: , ,

domingo, 11 de outubro de 2009

UP - Altas Aventuras

Depois de ter visto Toy Story, Monstros S.A., Procurando Nemo, Os Incríveis e o insuperável Wall-e, pensei nunca mais conseguir ver - pelos menos não tão cedo - nenhuma animação que me deixasse com os olhos marejados de felicidade. Me enganei. Fui ao cinema e me arrisquei na sessão de UP - Altas Aventuras, com o mínimo de esperança de assistir algo arrebatador, mas para minha surpresa esta nova animação da Pixar é surpreendente, engraçada e inteligente.

Com um protagonista nada atraente aos olhos infantis, UP conta a história de um velhinho viúvo, chamado Carl Fredricksen, que passou sua vida em busca de aventura e com o sonho de ir para a América do Sul morar entre as cachoeiras da Venezuela. Já começamos com um diferencial, pois raramente temos personagens idosos em animações e se eles existem são apenas para fazer uma ponta ou para serem vilões. Fredricksen pode ser comparado com Clint Eastwood em Gran Torino, ranzinza que só ele. No entanto, o adorável idoso não poderia levar o filme sozinho e no desenrolar da história ele se depara com um menino chamado Russel, um escoteiro muito dedicado. Não quero contar mais nada além disso, pois os outros que completam o elenco merecem ser descobertos ao decorrer da história. O que posso afirmar é que o filme é extremamente bem executado. Pixar como sempre cria uma obra prima envolvente, dona de uma fotografia maravilhosa com cores bem escolhidas, contrastes perfeitos e bom humor. Up é inteligente, cheio de detalhes da sétima arte, como planos incomuns e cativantes, além de ser poético e delicado. O vilão da história não é dos melhores, porém no saldo final vemos um belo trabalho realizado.

Como brinde temos antes do longa, um curta maravilhoso também da Pixar. Para quem for ao cinema, chegue na hora e não deixe de vê-lo. Imperdível. E leve um lenço para caso o sistema lacrimal entre em ação.

Marcadores: , , , ,

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Perícia técnica - "Uma prova de amor"

Cada vez mais cônscio da distância entre o que me propus a fazer e o que efetivamente faço aqui, sigo escrevendo sei lá eu por que. Talvez só mesmo para treinar. Definitivamente não me passa pela cabeça um dia ser crítico de Cinema. Ser crítico, por si só, já é uma missão e tanta. Crítico de Cinema seria muita pretensão minha. Exige bagagem, base, olho clínico, olhar crítico etc. E isso, terminantemente, não tenho. Tudo – ou quase tudo – de certa forma me é agradável aos olhos, ao ouvido e, finalmente, ao interior – para comprovar, basta que percorram por meus textos. Ser crítico, por essência, é algo muito cômodo. Você não fez nada – e talvez nem mesmo saiba – e simplesmente senta, de forma fria e calculista (num primeiro momento, ao menos), para atribuir valor (pior: na maioria das vezes para subtrair valor) àquela obra que certamente, por pior que lhe pareça, tem seu valor. Parece-me pusilanimidade pura. Não é a minha, confesso. É importante aqui salientar que com este sincero relato não espero, sinceramente, comiseração destes que costumam ler aqui. Por favor! Fiz apenas para legitimar meu texto.

Posto isso e antes de escrever nada além de uma opinião minha acerca de outro filme, peço desculpa aos que eventualmente lêem (perdão novamente: não consigo me adequar a certas regras do novo acordo) este espaço. De verdade.

Esta tarde me comprometi a ir assistir ao belo Uma prova de amor (My Sister’s Keeper*), de Nick Cassavetes, baseado no romance homônimo de Picoult. O longa conta com figuras mais que carimbadas da grande tela, como Cameron Diaz (em sua melhor atuação - que vi até aqui -, fugindo completamente de suas repetitivas e insossas comédias românticas), Jason Patric e Alec Baldwin. É impossível deixar de mencionar as belíssimas atuações dos atores “mirins”. Desenvoltos. Seguros como veteranos. Sofia Vassilieva (foto), sobretudo. Incumbida de retratar a personagem terminal, consegue, sem forçar em momento nenhum, nos transmitir toda a angústia de uma paciente que agoniza e tem de aprender a lidar, ainda jovem, com a morte. Mais do que isso. Lidar com a morte com dia e hora marcados. Sua mãe, Sara (Diaz), super protetora, é capaz de conceber uma filha, fruto de uma fertilização in vitro, para que seja uma doadora compatível de sua irmã.

Afora os inúmeros flashbacks durante quase toda a trama, o diretor conseguiu lidar com uma questão delicadíssima sem que fosse preciso fazer maiores apelos. A história, por si, já tende a pender para este lado dramático. Não há, portanto, necessidade de retoques. Imagino que My Sister's Keeper emocione até o mais gélido dos seres deste planeta – em meio ao sabido aquecimento global, soa até ignorância abordar a temática por esse viés.

* Salvo alguns casos óbvios, confesso me perguntar o por quê de não se preservar o nome original, tal e qual fora concebido, do filme. Alguém poderá argumentar, histericamente, que é possível que não haja a mesma “força” com a tradução literal. Retruco: e lá?, por que tem? Por mais que se faça uma adaptação no literal, mas que o nome seja resguardado. Afinal, assim nomeou – e para tanto perdeu alguns minutos, horas, dias... - o diretor, produtor ou seja lá quem for.

Marcadores: , , ,

domingo, 20 de setembro de 2009

Se Beber, Não Case!

Depois de escutar muitos elogios, ler muitas críticas positivas, me rendi e assisti ao novo filme de Todd Phillips: Se beber, não case. Pode ser meio preconceituoso da minha parte, mas tenho que admitir que comédias com esses títulos já estão padronizadas e esteriotipadas na minha cabeça, o que faz eu não querer vê-las nem se for de graça. Mas fui e caí nas garras do humor americano. Estou até agora tentando entender o que há de tão engraçado nesse filme. Fui assisti-lo com a esperança de ver algo realmente novo, mas me decepcionei.

A trama mostra a viagem de um grupo de amigos que vão para Las Vegas para comemorar a despedida de solteiro de um deles. Ao chegar em seu destino, o grupo bebe um pouco além do que deveria e acordam no dia seguinte com o apartamento destruído, com amnésia e sem o noivo. Agora, o objetivo é tentar lembrar o que eles fizeram na noite passada o mais rápido possível e achar o amigo, para que ainda dê tempo de chegar ao casamento.

Situações catastróficas vão acontecendo, cada solução encontrada pelos rapazes parecem ir piorando a situação. Temos até Mike Tyson fazendo uma ponta na comédia. Porém, o humor usado não me atingiu. É desconfortante assistir algo onde todos riem sem parar e você não esboça um sorriso. Fiquei me sentindo culpada e tentando achar a graça naquilo tudo que estava acontecendo na minha frente, falhei.

Ponto alto são as músicas usadas na trilha, como "Candy Shop" (música picante do 50cent) que é cantada numa versão devagar e inocente, como se nada de pornográfico estivesse sendo dito. Mas ainda sim, o filme não me fez dar nenhuma gargalhada. Acabo concluindo que o longa foi produzido para um público alvo: homens. Parece um humor tipicamente masculino, pois acredito que os rapazes se identifiquem com toda a situação que se desenrola. Tudo bem que todos nós podemos ser vítimas de uma ressaca monstro, mas o que diferencia os sexos são as atitudes tomadas para resolver o problema. Não sei se isso foi uma conclusão coerente ou se eu simplesmente estou tentando achar uma desculpa para minha "falta de humor". Este filme foi mais uma prova - para mim - que não devemos acreditar na crítica.

Marcadores: , , ,

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Anticristo

Resolvi ir ao cinema assistir "Anticristo". Fiquei em dúvida se deveria postá-lo ou não, por dois motivos: está muito fresco na memória, poderia escrever spoilers sem perceber e porque ainda estava em choque com tudo que foi visto. Depois de dois dias ruminando o longa, engoli.

(não contém spoilers)

Anticristo, foi feito para massa detestar, para os cults discutirem eternamente, para dividir a crítica e fazer o diretor ser xingado em Cannes. Lars Von Trier (conhecido por longas-metragens como "Dançando no escuro", com Björk, e "Dogville", com Nicole Kidman, além do movimento cinematográfico Dogma 95, do qual é co-fundador) é um diretor excêntrico que, acreditem em mim, ficará marcado na história do cinema, seja para o bem ou para o mal.

O filme conta o drama de um casal que sofre a perda de seu único filho. A mãe da criança enlouquece e seu marido que é psicanalista, tenta ajudá-la a superar o luto levando-a para onde mais sente medo. Segundo ele, é a melhor forma de enfrentar a situação. Este lugar é uma floresta chamada Éden e é lá que a trama se desenrola. A mulher passa a viver entre realidade e devaneios, fazendo o sofrimento atravessar a tela.

Lars fez um trabalho maravilhoso. A primeira sequência (Prólogo), onde acontece o acidente com a criança enquanto o casal faz sexo, é brutalmente linda. Mostrada em slow motion – filmada com a câmera PHANTOM HD, que grava mais de mil quadros por segundo (alta velocidade) – em preto e branco , acompanhada de música clássica. Uma cena digna de choro, belíssima. Dividido em mais 4 capítulos e Epílogo, percebemos uma despreocupação com a continuidade e cortes brutos, o que foi maravilhoso e permitiu que o filme não ficasse arrastado. Usa-se muitos closes, planos incomuns, cenas fortes de embrulhar o estômago e áudio impecável. Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg – o casal, atuam sozinhos durante todo o longa, mostrando um trabalho magnífico de interpretação.

Ouvi muitas pessoas dizendo que as cenas de mutilação e sexo são gratuitas, mas discordo desta afirmação. Acredito que tudo foi colocado em seu lugar na densidade certa. Na verdade, quase tudo. Tem uma cena que pecou sim, mas esta não tem a ver com os temas citados e o motivo de detestá-la é extremamente pessoal. A obra soa como um grande quebra cabeça audiovisual. É recheado de dicas que se interligam e dão sentido ao que é mostrado. Há muito tempo não assistia algo tão desconfortável e maravilhoso. O filme é pesadíssimo, te toca profundamente e deixa agoniado. Traz tudo que a sétima arte pode e deve provocar: emoções.

Marcadores: , ,

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O retorno de um herói

O retorno de um herói (Taking Chance, 2009), de Ross Katz, é mais uma das lamentáveis “obras-justificativa” (com o perdão do silogismo) americanas para legitimar, a maciça presença no Iraque – um dos países do “eixo do mal”, conclamado pelo então presidente George W. Bush.
A obra (biográfica) trata basicamente da peripécia e burocracia em escoltar um ex-combatente, morto em guerra, até sua cidade natal. O Tenente-coronel Michael Strobl (Kevin Bacon) se encarrega, voluntariamente, de escoltar o corpo de Chance Russel Phelps. Ainda que trate exaustivamente desta jornada, Taking Chance não chega a ser cansativo, mesmo porque essa é uma das características do cinema norte-americano, segundo conclusões do cineasta e teórico russo, Lev Kulechov, quais sejam: “o sucesso do filme americano se deve ao ritmo rápido de sua montagem”. Muito embora eu não acredite que a obra aqui abordada tenha sido e/ou venha a ser um sucesso, o traço característico da montagem pode ser observado ao longo da trama.

Através de seguidos apelos emotivos (as crianças me parecem a maior prova disso – em minha opinião, covardia tamanho apelo), o filme tende a nos levar à compreensão única de que os americanos não são nada além de meras vítimas de todo o processo; quando, na verdade, tomamos conhecimento de difamações, alegações totalmente equivocadas acerca do Iraque (pelo governo à época vigente), como a de afirmar (novamente para justificar!) que o país iraquiano tinha armas de destruição em massa – o que fora desmentido depois.

Talvez para não soar totalmente inverossímil, há uma passagem que um amigo dos militares que foram ao Iraque, pondera ao oficial Michael Strobl, rapidamente, mas com uma ressalva: “Eu tenho que ser honesto / Sem ofensas, mas... / Eu não entendo o que estamos fazendo lá”. Fora isso, não há qualquer refutação. Só o que podemos ver é: patriotismo exacerbado (ufanismo), solidariedade à vítima etc. No fundo, se analisarmos friamente, é natural que tenha sido assim, dado que a obra tinha um objetivo muito claro: vitimizar, sobretudo e através da homenagem póstuma a Chance Russel Phelps, a nação estadunidense.

O que Kulechov não previu (até porque não havia mesmo como prever) foi que os subterfúgios são tal qual o ritmo da montagem, comuns características dos americanos há algum tempo para legitimar suas lastimáveis ações, que não se sustentam sob ótica nenhuma.

Lamento por Kevin Bacon, ator renomado com importantes indicações – uma delas inclusive ao Globo de Ouro, por sua participação em Rio Selvagem (1995) –; e que admiro, ter se submetido a esta farsa – ainda que tenha sido mais uma louvável atuação no papel do oficial Strobl.

Marcadores: , ,

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Era do Gelo 3

A Era do Gelo 3 (Ice Age 3: Dawn of the Dinosaurs) é uma aventura dos famosos personagens (Diego, Sid etc.) em uma nova “era”: a Jurássica. Uma pequena incursão – forçada – da Era do Gelo para a Era Mesozóica, onde têm o prazer de conhecer uma figuraça da trama: Buck – uma doninha caolha que faz o elo entre as duas Eras, nos rendendo boas risadas ao longo da animação. A vida paralela – mas nem por isso alheio ao filme – de Scrat, o esquilo com seu amor doentio por uma noz, segue sendo explorada e é incrementada por uma fêmea, satirizada magistralmente pelo diretor.

O filme evolui tal qual a trilogia (e, claro, a reboque evolui o excelente animador e diretor, brasileiro!, Carlos Saldanha). Não há distinção de idade. É filme para a família inteira. Dos filhos aos avós.

Além da direção e da animação, o traço genuinamente nacional do longa está presente nas, nem um pouco escassas, piadas e, aos mais atentos, em tiradas futebolísticas dissimuladas. Por tudo isso, A Era do Gelo 3, me parece o melhor da, até então, trilogia. Posso estar sendo enganado pela minha frágil memória. Mas, por ora, esta é minha opinião. Vale o ingresso.

Marcadores: , , ,