Um dia de cão
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Já experimentou assistir um filme que é feito por vários diretores, sendo cada um responsável por uma história diferente? Percebeu como variam os gostos, atores, roteiros, mas no final tudo fica harmônico? Se você nunca assistiu a um filme assim, deveria começar por Tokyo!.
Michel Gondry (O brilho eterno de uma mente sem lembranças), Leos Carax (The Lovers on the Bridge) e Joon-ho Bong (Memórias de um assassino) são os responsáveis por esse longa que reúne histórias que se passam na cidade de Tokyo e dividem além do cenário, o sentimento de ser um "outsider" com sua devida dose de esquisitice - no seu melhor sentido.
Sendo assim, os segmentos são divididos em "Interior Design", "Merde" e "Shaking Tokyo". O primeiro conta a história de um casal que tenta se adaptar à cidade, o segundo traz uma criatura esquisita que sai de um bueiro aterrorizando a cidade e o último é sobre um jovem isolado que após um terremoto se apaixona por uma entregadora de pizza. Sei que isto soa muito estranho e completamente sem nexo, mas acredite que é muito divertido de assistir. É tão belo ver a mente dos três diretores trabalhando sobre um mesmo 'tema' e a capacidade de cada um deles produzir algo tão diferente e surreal. E é aqui que reside o grande prazer de assistir Tokyo!, sair das convenções, se deixar levar pela fantasia que se materializa na tela do cinema e compartilhar a sensibilidade de enxergar de perto esses elementos que vivem numa megalópole. Muita gente vai achar ruim, tenho plena consciência, mas acho que pelo menos a experiência de assistir um filme dessa natureza é válida, nem que seja para odiá-lo.
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Ao som da ótima Streets of Philadelphia (vencedora do Oscar® de Melhor Canção Original), de Bruce Springsteen, Jonathan Demme orienta sua atemporal narrativa, em Filadélfia (Philadelphia, no original), amparado por seus grandes protagonistas: Tom Hanks (também agraciado com o Oscar® - Melhor Ator) e Denzel Washington, sempre preciso.
Na trama, representam uma dupla de advogados que se une a fim de processar uma importante firma de advocacia por discriminação. Além da dupla de notáveis, o diretor tem a seu favor o contexto (ainda) acrônico, capaz de catapultar e tornar verossímil sua obra ainda hoje.
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As Horas (2002), dirigido por Stephen Daldry é um drama que conta com um elenco de peso: Nicole Kidman, Juliane Moore, Meryl Streep e Ed Harris. Além de chamar atenção pelos atores envolvidos o filme é maravilhoso.Em três períodos diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro "Mrs. Dalloway". Em 1923 vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e idéias de suicídio. Em 1949 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com Aids e morrendo.
Nicole está irreconhecível com o seu nariz postiço, mas este truque funciona muito bem com o objetivo de deixá-la mais parecida com a verdadeira Virginia Woolf, Juliane está intensa e dramática e Meryl Streep fabulosa (como sempre).
Um detalhe que não pode ser esquecido é a montagem. É maravilhosamente bem feita, se tornando um dos grandes fatores responsáveis pela complexidade do filme. Trilha sonora comove exercendo seu papel com êxito, assim como o roteiro dono de frases que cortam o coração.
Não ligue se quando o longa acabar você ficar com a sensação de que algo não foi compreendido. Demorei alguns dias para escrevê-lo aqui, pois estava ruminando a história. Mas depois de completamente entendido, percebi o maravilhoso drama que Daldry realizou.
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Esta tarde me comprometi a ir assistir ao belo Uma prova de amor (My Sister’s Keeper*), de Nick Cassavetes, baseado no romance homônimo de Picoult. O longa conta com figuras mais que carimbadas da grande tela, como Cameron Diaz (em sua melhor atuação - que vi até aqui -, fugindo completamente de suas repetitivas e insossas comédias românticas), Jason Patric e Alec Baldwin. É impossível deixar de mencionar as belíssimas atuações dos atores “mirins”. Desenvoltos. Seguros como veteranos. Sofia Vassilieva (foto), sobretudo. Incumbida de retratar a personagem terminal, consegue, sem forçar em momento nenhum, nos transmitir toda a angústia de uma paciente que agoniza e tem de aprender a lidar, ainda jovem, com a morte. Mais do que isso. Lidar com a morte com dia e hora marcados. Sua mãe, Sara (Diaz), super protetora, é capaz de conceber uma filha, fruto de uma fertilização in vitro, para que seja uma doadora compatível de sua irmã.Marcadores: 2009, drama, My Sister's Keeper, uma prova de amor

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