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segunda-feira, 7 de março de 2011

Jogo de cena

Divulgação............
Eduardo Coutinho expande as possibilidades do gênero em Jogo de Cena

Senhor do verbo, Eduardo Coutinho usa e abusa do seu poder de absorção em Jogo de cena. Documentarista, Coutinho problematiza a relação de realidade do gênero do qual é soberano, ao locupletar depoimentos de pessoas comuns com "interpretações" de atrizes.

Em seu décimo longa, o diretor confunde o espectador e justifica plenamente o título da obra. Além disso, com sua inovadora proposta, desnuda atrizes consagradas do País, como Andréa Beltrão, Marília Pêra e Fernanda Torres.

É talvez de Fernanda Torres, visivelmente constrangida, o depoimento mais honesto, real e latente deste jogo proposto por Coutinho: "Quando você lida com uma personagem real, a própria realidade esfrega na sua cara onde você poderia ter chegado e não chegou".

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Desembarque obrigatório


Concordo plenamente com Ricardo Calil quando diz: "Overdose de filmes nacionais é problema, não solução". No entanto, nem o mais sóbrio dos cenários resistiria a Embarque Imediato, de Allan Fiterman. A (dita) comédia lembra o pior (tem melhor?) da comédia americana, repleto de piadas pueris e batidas além de situações ridículas - como é possível imaginar ao reparar a imagem responsável pela ilustração deste post.

Muito embora toque em questões pertinentes, como o "destino" de nossas vidas e o fascínio de boa parte dos brasileiros em ir - muitas vezes sem saber o por quê - aos Estados Unidos da América, o que se vê não agrada. É claro que este encantamento se explica à luz da "dominação" - aculturação - cultural americana (através de filmes, livros - menos -, músicas e até mesmo os heróis) a que somos submetidos, desde sempre. Querem, sabe-se lá por que, ir à Disney, Nova York. A Europa, por exemplo, não tem tanto prestígio por aqui - se comparado aos EUA, claro.

O ponto alto do filme, como não podia de ser, é a interpretação sempre natural, fácil e à vontade da formidável Marília Pêra, aliada ao talentoso Jonathan Haagensen -oriundo da companhia teatral Nós no Morro. José Wilker, embora ótimo, parece se repetir a cada filme.

Ao embarcar neste vôo de 90 minutos, a impressão que se tem é a de não haver, em momento nenhum, a decolagem. Infelizmente, este aeroporto não admite reembolso.

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