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domingo, 30 de outubro de 2011

Karatê Kid

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Cúmplices, Jackie Chan e Jaden Smith levam a platéia às lágrimas

Cantor, dançarino e ator, Jaden Smith, que debutou no cinema em À Procura da Felicidade, prova, em Karatê Kid (The Karate Kid, no original), que herdou de Will Smith muito além da inegável fisionomia. Jaden compõe seu personagem (Dre Parker) na medida certa do drama ao contracenar com Jackie Chan, em atuação irretocável. Juntos, Jaden e Chan emocionam.

Diretor do longa, Harald Zwart sugere o tatame aos espectadores para ensinar, através do kung fu, princípios fundamentais da vida. Estonteante, a fotografia da obra valoriza cada milímetro das belezas naturais da China, o que resulta em uma peça senão superior ao clássico oitentista, no mínimo equivalente.

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Suprema Felicidade

A Suprema Felicidade de Arnaldo Jabor se passa no Rio de Janeiro pós-guerra e conta a história de Paulinho, filho de uma dona de casa oprimida e de um aviador machista. A trama não linear mostra várias fases da vida de Paulinho que se depara com angústias, medos, descobertas e amor. Ao seu lado ele tem a bela amizade de seu avô - interpretado por Marco Nanini - que divide boa parte da trama com o protagonista.



Jabor optou por um filme repleto de referências à chanchada, cheio de nudez e palavrões, os cabarés, figuras clássicas como Marilyn Monroe, o famoso drama "O Morro dos Ventos Uivantes", etc. Também cria uma atmosfera melancólica e saudosista, tanto pela narrativa quanto pela linguagem adotada - em alguns momentos o filme perde a cor.


A trilha sonora convence e a forma que o homossexualismo aparece no longa é sensível e sutil. Entretanto as brigas, as prostitutas, o amor caótico, a boemia, o espiritismo, a atuação lamentável de alguns atores e os personagens rasos transformam o filme em pura infelicidade.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cisne Negro


"Poderoso" seria um bom adjetivo para descrever Cisne Negro (Black Swan, 2010/estreia no Brasil 2 de fevereiro de 2011), novo filme de Aronofsky que tem em sua carreira trabalhos maravilhosos como O Lutador (2008) e Réquiem para um Sonho (2000). Novamente somos surpreendidos pela incrível combinação de fatores - atuação, fotografia, figurino, maquiagem - que inebriam o espectador.

Nina (Natalie Portman) é uma bailarina de uma companhia de dança que é consumida completamente pela sua profissão. O diretor artístico do ballet (Vincent Cassel) decide aposentar Beth (a primeira bailarina) para produzir uma nova temporada - O Lago dos Cisnes* - e Nina vê sua oportunidade de finalmente brilhar e ser reconhecida. Depois de testes, Nina consegue ser escolhida para estrelar o espetáculo, embora não imagine todas as dificuldades que vai enfrentar para dançar o Cisne Negro.

Além de uma história muito interessante, Aronofsky aproveita muito bem o ballet de Tchaikovsky para produzir lindas cenas de dança que não seriam nada sem a fotografia de Matthew Libatique (que também trabalhou em Réquiem para um sonho, Tudo está iluminado, Homem de Ferro 1 e 2). A sequência inicial já incita o que está por vir nos 108 minutos perturbadores. Natalie Portman tem uma performance brilhante, assim como os atores Vincent Cassel e Mila Kunis, que são fundamentais para o constraste com a personagem Nina. Maquiagem e figurino também merecem ser destacados, assim como a trilha sonora produzida por Clint Mansell - que já foi elogiado no post anterior.

Já assisti Cisne Negro duas vezes e pretendo assistir sua estreia em fevereiro, pois é aquele tipo de filme que quanto mais se vê, mais se gosta, além de ser rico em detalhes que vão sendo descobertos aos poucos. Este com certeza merece o valor de seu ingresso.

* Balett dividido em IV atos onde uma princesa é transformada em cisne; O encanto só será quebrado se alguém puder amá-la.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

RED - Aposentados e Perigosos

John Malkovich interpreta Marvin Boggs

Adaptado do quadrinho de Warren Ellis e Cully Hammer, RED - Aposentados e Perigosos estreou esse ano nos cinemas como uma surpresa boa. Liderado pelo conhecido Bruce Willis (o eterno John McClaine de Duro de matar), o elenco conta com Morgan Freeman, John Malkovich e Mary-Louise Parker (conhecida pela série Weeds).

Tudo começa quando o ex-agente da CIA Frank Moses (Bruce Willis) se torna alvo da própria agência. Essa perseguição se dá ao longo da trama, envolvendo outros ex-agentes e ainda Sarah (Mary-Louise Parker) que não deveria estar ali. Mentiras clássicas de filmes de ação à parte, o longa de Robert Schwentke surpreende positivamente pela dosagem cômica atribuída aos personagens Sarah e Marvin Boggs (John Malkovich). A primeira é extremamente espontânea e simpática. O segundo cativa pela seu eterno estado de neurose e acidez. Já na dosagem de ação, Schwentke também acerta usando as velhas fórmulas - as famosas mentiras que contradizem as leis da física. RED cumpre bem o papel de entretenimento e até se destaca dentro dos filmes de seu gênero, além de trazer um elenco de primeira.

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Muita Calma Nessa Hora

Divulgação.............

Elenco afinado faz da obra, escrita tambem por Mazzeo, um marco no gênero

Dirigido por Felipe Joffily, Muita Calma Nessa Hora é um soberbo desfile de atuações irretocáveis, graças a um elenco acertado, que vai desde a conhecida - e competentíssima - Débora Lamm (Cilada) até o semianônimo Luis Miranda, alavancado pelo espetáculo teatral Terça Insana, ou Marcos Mion - atualmente em baixa à frente de um programa lastimável em rede aberta.

Dito isso, não vejo outra alternativa, senão a de alterar a crítica e prestar homenagem, nome a nome, aos responsáveis por esta memorável obra nacional: Andréia Horta, Débora Lamm, Fernanda Souza, Gianne Albertoni, Laura Cardoso, Lúcio Mauro, Louise Cardoso, Marcelo Tas, Ellen Roche, Bruno Mazzeo, Hermes e Renato, Lucio Mauro Filho, Leandro Hassum, Maria Clara Gueiros, Dudu Azevedo, Luis Miranda, Nelson Freitas, Marcos Mion, André Mattos, Thelmo Fernandes, Sérgio Mallandro, Heloísa Perissé, Marcelo Adnet e Creo Kellab.

Vale conferir: em dado momento do filme, o emblema do Botafogo é mostrado - por duas vezes -, bordado no boné de um figurante.

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

José e Pilar

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Cúmplices, Saramago e Pilar norteiam a bela homenagem de Miguel Mendes

Na tela, em José e Pilar, Miguel Gonçalves Mendes rompe com a maneira comum de se produzir o gênero e revela o lado desconhecido de José Saramago, escritor português laureado em 1998 com o Prêmio Nobel de Literatura. Escusado seria observar a total devoção do autor à sua esposa, Pilar del Río, jornalista a quem dedica toda sua obra e, mais, sua vida.

Por meio do cotidiano do escritor, o diretor exterioriza a visceral relação do casal, em um documentário sensível, revelador - é durante a trama que o autor escreve A viagem do Elefante - e emocionante. José e Pilar é uma justa homenagem póstuma ao único Prêmio Nobel de Literatura em língua portuguesa.

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sábado, 1 de maio de 2010

Depp no País do Desperdício

Apesar de mais uma boa atuação, Depp não consegue salvar a obra de Burton

Johnny Depp está para Tim Burton assim como Marco Nanini (ou Andréa Beltrão) está para Guel Arraes. A comparação que de início pode soar idiota, é sustentada em fatos. Depp participou de, pelo menos, seis produções de Burton – até este instante que escrevo. Desde Ed Wood (1994), A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (1999) tropeçando por coisas (!) como Sweeney Todd até o bobo Alice no país das maravilhas (Alice in wonderland, no original) - mais recente trabalho da dupla.

Em Alice..., Burton faz uma fraca releitura da obra de Lewis Caroll, a qual, não raro, causa decepção àqueles que ansiavam pela estreia. A obra é vazia, rasteira e previsível. O diretor me parece usar (o excelente) Depp como escudo para que seus devaneios artísticos alcancem alguma notoriedade. Neste último trabalho, pouco se exigiu do premiado ator - que insiste em aceitar papéis deste porte. Perde o cinema.

Ademais, retomando as comparações feitas no início deste texto, afirmo sem medo de errar: entre as dobradinhas que citei, prefiro a nacional. Que me desculpem os americanizados.

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