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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cilada.com

0000000000000000000000000000000000000000000000Divulgação
Irreconhecível, Bruno Mazzeo se aproxima do lamentável humor americano

Cilada.com
, de José Alvarenga Jr., em nada se parece com a genial série que consagrou Bruno Mazzeo (como ator) na TV, cuja fórmula se valia de situações cotidianas para exitar e se perpetuar no Multishow como o Chaves do canal fechado.

Embora escrito pelo mesmo Mazzeo do seriado,
Cilada.com peca no enredo ao abordar uma situação senão inverossímil, pouco usual - que certamente não alcança a maioria do público, como acontecia no seriado -, além da total descontrução da refinada comédia de seu progenitor televisivo, pautado pela ironia fina de um texto inteligentíssimo e autosuficiente assinado pelo ator.

A obra de José Alvarenga Jr. bebe da escatológica fórmula da comédia americana, com o que há de pior do gênero - caso de
Se Beber Não Case - e seu "humor" invariavelmente gestual (como prova a imagem acima), em detrimento do textual, que caracteriza as vias do riso no Brasil, com comediantes como Pedro Cardoso e o próprio Mazzeo.

É impossível deixar de notar, ainda, que o gênero cômico no Brasil caminha para uma desnecessária panela de atores, que beiram a onipresença nos últimos filmes, casos de Dani Calabresa, Luiz Miranda (oportuno em
Cilada.com), Marcelo Adnet e afins.

O ponto alto do longa fica a cargo de Lobão, que assina a trilha desta irreconhecível obra nacional, que se apresenta como uma verdadeira cilada, talvez para justificar seu título.

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Muita Calma Nessa Hora

Divulgação.............

Elenco afinado faz da obra, escrita tambem por Mazzeo, um marco no gênero

Dirigido por Felipe Joffily, Muita Calma Nessa Hora é um soberbo desfile de atuações irretocáveis, graças a um elenco acertado, que vai desde a conhecida - e competentíssima - Débora Lamm (Cilada) até o semianônimo Luis Miranda, alavancado pelo espetáculo teatral Terça Insana, ou Marcos Mion - atualmente em baixa à frente de um programa lastimável em rede aberta.

Dito isso, não vejo outra alternativa, senão a de alterar a crítica e prestar homenagem, nome a nome, aos responsáveis por esta memorável obra nacional: Andréia Horta, Débora Lamm, Fernanda Souza, Gianne Albertoni, Laura Cardoso, Lúcio Mauro, Louise Cardoso, Marcelo Tas, Ellen Roche, Bruno Mazzeo, Hermes e Renato, Lucio Mauro Filho, Leandro Hassum, Maria Clara Gueiros, Dudu Azevedo, Luis Miranda, Nelson Freitas, Marcos Mion, André Mattos, Thelmo Fernandes, Sérgio Mallandro, Heloísa Perissé, Marcelo Adnet e Creo Kellab.

Vale conferir: em dado momento do filme, o emblema do Botafogo é mostrado - por duas vezes -, bordado no boné de um figurante.

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