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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cilada.com

0000000000000000000000000000000000000000000000Divulgação
Irreconhecível, Bruno Mazzeo se aproxima do lamentável humor americano

Cilada.com
, de José Alvarenga Jr., em nada se parece com a genial série que consagrou Bruno Mazzeo (como ator) na TV, cuja fórmula se valia de situações cotidianas para exitar e se perpetuar no Multishow como o Chaves do canal fechado.

Embora escrito pelo mesmo Mazzeo do seriado,
Cilada.com peca no enredo ao abordar uma situação senão inverossímil, pouco usual - que certamente não alcança a maioria do público, como acontecia no seriado -, além da total descontrução da refinada comédia de seu progenitor televisivo, pautado pela ironia fina de um texto inteligentíssimo e autosuficiente assinado pelo ator.

A obra de José Alvarenga Jr. bebe da escatológica fórmula da comédia americana, com o que há de pior do gênero - caso de
Se Beber Não Case - e seu "humor" invariavelmente gestual (como prova a imagem acima), em detrimento do textual, que caracteriza as vias do riso no Brasil, com comediantes como Pedro Cardoso e o próprio Mazzeo.

É impossível deixar de notar, ainda, que o gênero cômico no Brasil caminha para uma desnecessária panela de atores, que beiram a onipresença nos últimos filmes, casos de Dani Calabresa, Luiz Miranda (oportuno em
Cilada.com), Marcelo Adnet e afins.

O ponto alto do longa fica a cargo de Lobão, que assina a trilha desta irreconhecível obra nacional, que se apresenta como uma verdadeira cilada, talvez para justificar seu título.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Bosta antiga

Reprodução
Bossa Nova (2000), se quisesse, seria a crítica mais concisa entre todas escritas aqui até então. Bastariam alguns caracteres para defini-lo por completo. Em outras palavras, e a fim de que esta geração possa mensurar, um "post" (?) de 140 grunhidos possíveis no Twitter seria suficiente.

O filme dirigido por Bruno Barreto (mesmo diretor do ótimo O que é isso, companheiro?, 1997) não passa, em nenhum momento, de uma exaltação surrealista da cidade do Rio. É bem verdade que o movimento, nascido no fim da década de 50, também se propunha a isso. Não há uma ambiência sem um ponto turístico carioca destacado ao fundo. O luxo dá o tom à exaustão.

A redução deste país, caracterizado justamente por sua louvável miscelânea, a exaltações insustentáveis e irreais, tais quais cenários de guerra ininterrupta, me parece abominável. Há de se ter, como em tudo na vida, equilíbrio. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

As atuações são tão frágeis quanto o enredo - muito embora disponha de atores como Antônio Fagundes, Alexandre Borges, Rogério e Pedro Cardoso, os quais têm seus lampejos ao longo da peça cinematográfica. É uma comédia com parcos momentos de riso. Por fim, e para piorar, muito dos 95 minutos de duração, somos submetidos à lingua inglesa - em geral, da pior qualidade possível.

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