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sábado, 5 de março de 2011

O Vencedor

Divulgação............
Na lona por Batman, Christian Bale volta ao centro do ringue em O Vencedor

Alçado ao posto de galã na franquia de Batman (Begins e O Cavaleiro das Trevas), Christian Bale despe-se de toda sua vaidade em O Vencedor (The Fighter, no original), de David O' Russel, para dar vida a Dicky Ecklund, boxeador cujo auge rende notoriedade, no mapa, à sua pequena cidade natal.

Com atuações irregulares em Batman - as quais descaracterizaram o herói, inclusive -, Bale acha o ponto de seu personagem e desvia, para si, os holofotes da obra. Faz jus, portanto, ao Oscar de melhor ator coadjuvante de 2011. Melissa Leo, também premiada, merece menção.

O roteiro, indicado ao Oscar, evita beber da fórmula comum às fitas esportivas. Nocauteia a superação, o sonho e o fracasso para ir além. Traz a família ao centro do ringue e, provavelmente, golpeia o esôfago de alguns espectadores. Ao final da obra, o verdadeiro vencedor é aquele que consegue se manter de pé após ser golpeado por 114 min.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

127 horas

James Franco finalmente conseguiu mostrar seu talento no novo filme de Danny Boyle, 127 horas. O diretor famoso por seus trabalhos anteriores “Quem quer ser um milionário” e “Trainspotting”, mais uma vez consegue criar uma atmosfera envolvente. O ator que há muito tempo não fazia nenhum papel que chamasse atenção, emplacou finalmente uma indicação ao Oscar como melhor ator.

O filme é baseado na história real do alpinista Aron Ralston, que ficou preso pelo braço em uma rocha por dias, durante uma de suas aventuras. A história é simples e antes de assistir ao filme fiquei me indagando como alguém poderia fazer algo interessante, considerando que tudo se passa no mesmo “buraco” o tempo todo. Como já era de se esperar, Danny Boyle conseguiu fazer um longa dinâmico que mescla situações de aflição com humor.

A edição veloz e cenas aceleradas criam a impressão de agitação no filme, livrando-o de qualquer sensação tediosa. As expressões faciais de James Franco são impecáveis e variam aos mais díspares sentimentos em questão de segundos, consagrando sua atuação. A mistura de alucinação e humor negro desloca o espectador da agonia que está por vir. A opção por ângulos tão próximos não foi usada em vão, com esta atmosfera cria-se uma intimidade com o público e o permite sentir todas as sensações, sejam boas ou ruins. O diretor optou pelo uso do split-screen (divisão de tela), onde intercala várias imagens ao mesmo tempo, suspendendo algumas situações como se contasse uma história paralela ou dando ênfase em alguma ocasião.

127 horas vai te fazer refletir sobre suas atitudes, como por exemplo, qual a última vez que você disse aos seus pais que os ama. Você sai da sessão inspirado, pensando no valor da sua vida. O filme é sobre superar as tensões físicas, emocionais e intelectuais. É sobre o amor, responsabilidade e vontade de viver.

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