Sucinta Crítica - Melhor visualizado no Internet Explorer

Assinar
Postagens [Atom]

 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

127 horas

James Franco finalmente conseguiu mostrar seu talento no novo filme de Danny Boyle, 127 horas. O diretor famoso por seus trabalhos anteriores “Quem quer ser um milionário” e “Trainspotting”, mais uma vez consegue criar uma atmosfera envolvente. O ator que há muito tempo não fazia nenhum papel que chamasse atenção, emplacou finalmente uma indicação ao Oscar como melhor ator.

O filme é baseado na história real do alpinista Aron Ralston, que ficou preso pelo braço em uma rocha por dias, durante uma de suas aventuras. A história é simples e antes de assistir ao filme fiquei me indagando como alguém poderia fazer algo interessante, considerando que tudo se passa no mesmo “buraco” o tempo todo. Como já era de se esperar, Danny Boyle conseguiu fazer um longa dinâmico que mescla situações de aflição com humor.

A edição veloz e cenas aceleradas criam a impressão de agitação no filme, livrando-o de qualquer sensação tediosa. As expressões faciais de James Franco são impecáveis e variam aos mais díspares sentimentos em questão de segundos, consagrando sua atuação. A mistura de alucinação e humor negro desloca o espectador da agonia que está por vir. A opção por ângulos tão próximos não foi usada em vão, com esta atmosfera cria-se uma intimidade com o público e o permite sentir todas as sensações, sejam boas ou ruins. O diretor optou pelo uso do split-screen (divisão de tela), onde intercala várias imagens ao mesmo tempo, suspendendo algumas situações como se contasse uma história paralela ou dando ênfase em alguma ocasião.

127 horas vai te fazer refletir sobre suas atitudes, como por exemplo, qual a última vez que você disse aos seus pais que os ama. Você sai da sessão inspirado, pensando no valor da sua vida. O filme é sobre superar as tensões físicas, emocionais e intelectuais. É sobre o amor, responsabilidade e vontade de viver.

Marcadores: , , , ,

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Trainspotting

Filmes 'junkies' sobre jovens têm a tendência de cair na mesmice. São sempre atos inconsequentes que acabam em grandes tragédias, envolvendo drogas e sexo. Porém, Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?) consegue trazer todo esse tema à tona de uma forma impressionante em Trainspotting (1996).

O filme fala sobre o mundo das drogas, onde temos Mark "Rent Boy" Renton, um viciado que tem um grupo de amigos desajustados: o traficante casual Sick Boy, o fracassado Spud, e Begbie um psicopata violento interpretado por Robert Carlyle, que arrepia no papel.

Trainspotting é dono das cenas mais bizarras e inesquecíveis do cinema: um bebê morto que anda pelo teto, proveniente de uma alucinação do nosso protagonista, ao tentar largar as drogas. A seqüencia de abertura é fabulosa, onde temos Rent Boy correndo pelas ruas narrando em off um discurso maravilhoso "Choose Life" . E pra finalizar a lista, vemos também um mergulho no vaso sanitário na tentativa de recuperar as drogas perdidas. Além dessas "marcas visuais", nos deparamos com as atuações impecáveis de todos os atores.

São ínumeras qualidades que classificam esse filme como um dos melhores dos anos 90, e é essencial o fato de Boyle não tomar partido moral no longa. Trainspotting, é simplesmente o retrato da vida de muitos jovens que caem no mundo das drogas e sofrem pra sair, ou às vezes não pretendem sair. Mostra os limites que o ser humano pode chegar sem apontar o que é certo ou errado. Merece ser visto.

Marcadores: , ,