500 dias com ela
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Finalmente assisti, em meio à balbúrdia juvenil – ainda que a sala estivesse vazia –, a 500 dias com ela ((500) Days of Summer, 2009), o longa de estréia do diretor Marc Webb. Este é, sem dúvida, o relato mais fiel do ciclo amoroso já presenciado por mim. O diretor toca em questões importantes dentro de uma relação.Webb opta por um humor refinado, à medida que prioriza o textual (em claro detrimento do gestual, comumente explorado nos besteiróis americanos do gênero) para fazer graça – embora esta seja uma fórmula arriscada e, talvez, menos eficaz, dada a mínima exigência de recepção do público. É uma louvável fuga ao lugar-comum. Aqui está, portanto, um filme de comédia com conteúdo. Acreditem.
Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) é um jovem à procura de seu verdadeiro amor. A assistente de seu chefe, a exuberantemente linda Summer Fin (Zooey Deschanel) parece sê-lo. No entanto, Tom vive agruras para chegar à quista estabilidade.
Devo destacar uma passagem genial da trama, quando a tela é dividida em: expectativas x realidade – do protagonista, Tom, em relação a um momento pelo qual passará com Summer. Bela (e real) sacada do diretor, que me remete a uma citação igualmente formidável: “A idealização está sempre condenada a produzir frustração e desencanto”.
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