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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Sétimo Selo

Um dos meus filmes favoritos, O sétimo selo (de Ingmar Bergman, 1956), aborda tema tabu na cultura ocidental, a morte.
O filme se passa na Idade Média, onde o cavalheiro Antonius Block volta das cruzadas e encontra seu país devastado pela peste. Com seu fiel escudeiro , Block observa a destruição prevista na Bíblia (o título do filme foi tirado do livro do Apocalipse) e dá de cara com a Morte, que veio para levá-lo também. Block então, querendo viver para responder suas questões internas, sobre fé, temores, existência de Deus, humanidade, etc., desafia a Morte para um jogo de xadrez, que inclusive foi parodiada em inúmeros filmes como A última noite de Boris Grushenko (Woody Allen), Bill e Ted - Dois loucos no tempo (Peter Hewitt), A máscara Mortal (Roger Corman), entre outros.

Simplesmente brilhante, obra prima de Bergman, o filme traz assuntos que são questionados até hoje pela humanidade, celebra os prazeres mais simples, aponta os tormentos mais complexos e algumas vezes é cômico. Os cenários são simplórios, a maquiagem dá um aspecto realista, o roteiro com falas bem claras, um filme rico em metáforas introduzidas em seus diálogos, uma obra de arte completa com uma das cenas mais fabulosas da sétima arte (A Morte sentada com o cavalheiro jogando xadrez). Pra completar ele é todo feito em preto e branco, com boas jogadas de sombra e luz, trazendo à tona o prazer de se assistir um filme antigo. (saudosismo :P)

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